Libertadores 2010 - Análise
Atendendo a pedidos, especialmente do amigo Pedrão, hoje faremos a análise da Libertadores 2010. Demorei para escrever esse post pois, como acompanho pouco o futebol sul-americano, estava esperando o torneio começar para ver como estão os times estrangeiros.Vamos começar pelas equipes brasileiras.
Corinthians. Foi o time brasileiro que fez as melhores contratações e se preocupou com a montagem de um elenco. Mas o nervosismo e a ansiedade podem atrapalhar, como ficou claro ontem na estréia. O trunfo da equipe está no banco de reservas, o técnico Mano Menezes tem o perfil de vencedor de Libertadores e já foi finalista com o Grêmio, que era bem inferior a esse time que ele tem em mãos hoje. Mesmo com o resultado pouco animador de ontem, ainda considero o Corinthians o melhor entre os brasileiros.
Cruzeiro. O time é bom, mas não me encanta. Chegou à final ano passado beneficiado pelos cruzamentos. Quando enfrentou um time realmente forte, mostrou-se fraco emocionalmente e perdeu a final para o Estudiantes. Mas não podemos negar que o treinador Adílson Batista tem o time nas mãos e a experiência do ano passado pode fortalecer os jogadores. Porém, o sistema defensivo é fraco e falta um companheiro de ataque para o Kléber. O meio-campo tem bons jogadores como Gilberto, Roger e Pedro Ken, se o time mantiver a cabeça no lugar pode surpreender. O que não pode acontecer é o Gilberto ser expulso duas vezes em dois jogos.
Flamengo. O time do "1 ao 11" é muito bom, mas algumas falhas no sistema defensivo precisam ser corrigidas se quiserem chegar longe na competição. Também faltam peças de reposição no elenco, sem querer secar os amigos rubro-negros, mas imaginem se o Flamengo enfrentar nas quartas ou na semi-final um adversário argentino catimbeiro, que consegue provocar a expulsão do Vagner Love e o Adriano sai por contusão, então no jogo de volta tem que resolver com Dênis Marques e Bruno Mezenga no ataque, aí complica. Junto com o Corinthians, devem ser os brasileiros que vão chegar mais longe. A boa fase e o entrosamento do setor ofensivo titular vai fazer a diferença, já que a maioria das equipes tem um sistema defensivo fraco.
Internacional. O colorado tem jogadores muito técnicos no elenco, a defesa é segura e o meio-campo tem bons jogadores, mas o ataque é bem limitado. Não dá para ganhar a Libertadores com Alecsandro e Kléber Pereira no ataque. O Treinador uruguaio Jorge Fossati ainda não deu um padrão de jogo à equipe, que deixou péssima impressão na estréia. Pode surpreender, mas acho difícil que passe das quartas. Está um pouco abaixo dos outros brasileiros.
São Paulo. Assim como o Inter, tem um elenco muito bom e se reforçou muito bem para essa temporada. Mas o técnico Ricardo Gomes parece estar um tanto quanto perdido. Demorou muito para definir o time titular e insistiu no erro de forçar a equipe a atuar no 4-4-2, o sistema defensivo são-paulino atua junto há muito tempo e está acostumado com o 3-5-2. A falta de vitórias nos clássicos do Campeonato Paulista evidencia que a equipe ainda não está pronta para os grandes jogos. Se melhorar pode surpreender, mas também acho difícil que passe das quartas. Junto com o Inter, está um pouco abaixo dos outros brasileiros.
Gringos. É inegável que a ausência de Boca Juniors, River Plate e da LDU, com a temida altitude de Quito, beneficiará os clubes brasileiros. Mas não podemos ignorar as outras equipes estrangeiras. Dentre elas, destaco os argentinos Banfield (atual campeão do Apertura), o atual campeão Estudiantes, que não vai bem no Campeonato Argentino, mas tem força para lutar pelo bi e, na minha opinião o melhor time dos hermanos, o Vélez Sarsfield, olho neles, esse time vai longe.
Além dos argentinos, destaco o Nacional do Uruguai, que além de um bom time, tem camisa e tradição. Ano passado foi até as semi-finais e pode repetir o feito esse ano.
Também é bom ficar de olho no Once Caldas da Colômbia, em 17 partidas em casa na Libertadores, nunca foram derrotados. É um excelente retrospecto, que não pode ser deixado de lado.




