Jogador da Semana: Batistuta

Um dos maiores camisas 9 que eu vi jogar, Gabriel Batistuta é o maior artilheiro da seleção argentina, com 56 gols em 78 jogos, superando jogadores como Maradona, Di Stéfano e Kempes. Não é para qualquer um!

Curiosamente, começou a carreira de atleta jogando basquete e, só aos 17 anos, dedicou-se exclusivamente ao futebol. Seu primeiro clube foi o Newell's Old Boys, onde ajudou a levar o time ao vice-campeonato da Copa Libertadores em 1988. Passou a chamar a atenção dos grandes clubes argentinos e transferiu-se para o River Plate no ano seguinte.

Não ficou muito tempo no Monumental de Nuñez e, em 1990, transferiu-se para o grande rival Boca Juniors. Ajudou a levar mais um campeonato nacional para La Bombonera e, pela primeira vez, sagrou-se artilheiro do campeonato argentino, na temporada 90/91.

O faro de gol do jovem atacante o levou à seleção para a disputa da Copa América em 91. A Argentina foi campeã e nem é preciso dizer que o Batistuta foi o artilheiro da competição com 6 gols. Batigol estava apresentado ao mundo e nesse mesmo ano foi negociado para o futebol italiano.

Teve grande sucesso na Itália. Sempre marcando muitos gols, fez história na Fiorentina e na Roma. Na equipe de Florença jogou por 9 temporadas, apesar de muitas propostas de clubes maiores, manteve-se fiel à Viola, inclusive disputando uma temporada na série B italiana. É o maior artilheiro da história do clube com 168 gols em 269 jogos e um dos maiores ídolos da torcida.

Em 2000 foi para a Roma, protagonizando a segunda transferência mais cara do mundo até o momento. Logo na primeira temporada, ajudou a equipe da capital a sair da fila na Série A, que não conquistava desde 1983. Após o bom início, sofreu com algumas contusões e teve uma queda de rendimento. Em 63 jogos marcou 30 gols pela Roma. Chegou a ser emprestado para a Inter de Milão na temporada 2002/03, mas não foi bem, marcando apenas 2 gols em 12 jogos.

Encerrou a carreira no Al-Arabi Doha do Qatar em 2005. Jogando em uma liga mais fraca, voltou a marcar muitos gols. Foi campeão nacional em 2004 e artilheiro do torneio com 23 gols.

Pela Argentina, venceu a Copa América em 91 e 93 e uma Copa das Confederações em 92. É o maior artilheiro da seleção em Copas do Mundo, com 10 gols em 3 edições disputadas.

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Air Race 2010: Etapa de Abu Dhabi

A velocidade chega com tudo no Pompeu Esporte com o início de nossa cobertura da temporada do Red Bull Air Race 2010. A primeira etapa foi disputada em Abu Dhabi nos Emirados Árabes no último final de semana.

Essa temporada é especial para todos nós, devido a volta do circuito para o Rio de Janeiro e pela presença de um piloto brasileiro, Adilson Kindlemann, tri-campeão nacional de acrobacias aéreas entre 2001 e 2004. Infelizmente, nosso piloto não estreou muito bem e terminou na penúltima colocação. Considerando que era sua primeira corrida, o fato de ter terminado a prova pode ser considerado um bom resultado. Além disso, as condições climáticas não eram das melhores pois estava muito quente e ventava bastante.

O vencedor da etapa foi o britânico Paul Bonhomme, atual campeão mundial. A vitória foi fruto de uma acirrada disputa contra seu compatriota Nigel Lamb, que fez o tempo de 1:14.92 contra 1:14.06 de Bonhomme. Completaram o Final Four, o húngaro Peter Besenyei e o norte-americano Michael Goulian, que não decolou para a finalíssima por causa de problemas mecânicos.

A próxima etapa será em Perth na Austrália em 17 e 18 de Abril. Esperamos um melhor resultado do Kindlemann para que ele chegue empolgado na etapa carioca nos dias 8 e 9 de Maio. Até lá!

Melhores momentos do Final Four:
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Camisa da Semana: Vasco III 2010

O lançamento da semana é o terceiro uniforme do Vasco da Gama. Produzido por uma parceria entre a Penalty e a Cavalera, que fez sucesso em algumas camisas da Portuguesa, o modelo foi escolhido em uma eleição entre os sócios.

O destaque é a utilização da Cruz de Cristo pela primeira vez em uma camisa do Vasco. Na verdade são duas, uma simétrica no centro do peito e uma assimétrica branca, dentro da cruz maior vermelha, que deixou o uniforme semelhante a armadura de um cavaleiro templário. A combinação ficou extremamente bonita.

Alguns críticos argumentam que essa camisa é uma cópia mal feita de uma utilizada pela Inter de Milão. Confesso que não sei a inspiração daquele uniforme, mas ele tem um contexto histórico, já que era uma edição comemorativa ao centenário do clube. Pois bem, o uniforme Vascaíno também tem uma ligação histórica, já que a Cruz de Cristo estava presente nas caravelas portuguesas que desbravavam o Novo Mundo. Se isso não representa a origem lusitana do clube, não sei mais o que poderia representar. Usar este argumento para criticar a camisa é, no mínimo, um desrespeito ao C.R. Vasco da Gama.

Aliás, esse caso da Cruz de Cristo é curioso. Estudiosos da história do clube afirmam que a intenção dos fundadores era utilizá-la, pois é comum vê-la em pinturas e estátuas do Almirante Vasco da Gama. Porém, por algum motivo desconhecido, adotaram a Cruz Pátea que, devido a outro erro, passou a ser chamada de Cruz de Malta. A verdade é que o nome pegou, o Vasco passou a ser chamado de cruzmaltino e a Cruz de Malta até faz parte do hino do time, tornando-se um grande símbolo.

Voltando ao novo uniforme, essa versão sem patrocínio ficou espetacular. Segundo o departamento de marketing do clube, apenas o primeiro lote, de cerca de 35 mil camisas, será assim. É uma espécie de homenagem à torcida, uma edição de colecionador. Nem preciso dizer que já corri para garantir a minha!

Pena que a camisa não deu sorte na estréia, mas como esse papo de superstição é característico de outro time do Rio, isso não vai diminuir o sucesso desse lançamento.
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Time da Semana: Olympiacos

Fundado em 10 de março de 1925, o Olympiacos é resultado da fusão de dois clubes: o Clube Atlético e de Futebol do Pireu e o Grupo de Fãs do Pireu. É o maior vencedor do futebol grego, com 37 campeonatos nacionais e 24 Copas da Grécia. Também possui a maior torcida do país, com cerca de 2,5 milhões de torcedores.

O nome foi inspirado nos Jogos Olímpicos, na moralidade e no esplendor que eles representavam para a Grécia Antiga. Por isso o escudo do clube é o atleta laureado, que representa um vencedor das Olimpíadas. As cores vermelho e branco representam paixão e virtude, respectivamente.

No Clássico dos Inimigos Eternos, enfrenta seu maior rival, o Panathinaikos. São os dois times mais populares do futebol grego e essa rivalidade foi alimentada por fatores sociais, culturais e regionais. Na origem dos clubes, o Olympiakos era associado à classe trabalhadora do porto de Pireu, enquanto o Panathinaikos à alta sociedade de Atenas. Hoje em dia as duas torcidas cresceram muito e possuem representantes de todas as classes sociais.

A apaixonada torcida sempre lota o estádio Karaiskakis, nome dado em homenagem ao herói grego da Guerra de Independência. Em um levantamento feito em 2006, o Olympiacos apareceu entre os 10 clubes com mais sócios no mundo. Ocupou a nona posição, com cerca de 83 mil associados.

Como é comum na Grécia, os grandes clubes são poliesportivos. Além do futebol, o Olympiacos possui equipes em diversos esportes como vôlei e atletismo. O maior destaque é o time de basquete, que já foi campeão europeu em 97, vencendo o Barcelona em Roma. Na atual temporada da EuroLeague, estão disputando os playoffs das quartas-de-final contra o Prokom da Polônia, brigando por uma vaga no Final Four.
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Jogador da Semana: George Weah

Está chegando a Copa da África do Sul e hoje o blog homenageará o liberiano George Weah, um dos maiores jogadores do continente.

Weah iniciou a carreira no Young Survivors Clareton da Libéria, com apenas 15 anos. Ficou 3 anos no clube e rodou por outras equipes liberianas e uma da Costa do Marfim, até chegar ao Tonnerre Yaoundé de Camarões, onde recebeu o apelido de Oppong, que quer dizer "super".

Venceu dois títulos nacionais com o clube camaronês e chamou a atenção do futebol francês. Jogou 4 temporadas no Monaco, ajudando a equipe a conquistar uma Copa da França em 91. Foi contratado pelo Paris Saint-Germain em 92. Pelo clube da capital venceu um campeonato nacional e duas Copas da França.

Weah mostrou seu potencial de goleador e, após sete temporadas no futebol francês, transferiu-se para o Milan em 1995, onde viveria seu auge. A primeira temporada foi fantástica, Weah foi o grande jogador da conquista do scudetto na temporada 95/96.

O jogador finalizou o grande ano de 95 ganhando a Bola de Ouro e sendo eleito o Melhor Jogador do Mundo da FIFA, tornando-se o primeiro jogador africano a ganhar tal prêmio.

Ainda pelo Milan, venceu outro scudetto na temporada 98/99. Prestes a fazer 33 anos, a temporada 99/2000 não foi das melhores. O jogador chegou a ser emprestado para o Chelsea e depois foi vendido para o Manchester City em 2000. Após apagada passagem pela Inglaterra, voltou ao futebol francês no mesmo ano e disputou uma temporada pelo Olympique de Marseille. Encerrou a carreira no Al-Jazira dos Emirados Árabes em 2002.

Pela seleção liberiana, sempre foi o jogador de maior destaque. Representou seu país 60 vezes, marcando 22 gols. Graças a ele a Libéria disputou a Copa Africana de Nações em 1996, já que o jogador bancou todas as despesas da delegação.

Teve uma rápida experiência como técnico da seleção em 2001, dirigiu o time nas eliminatórias para a Copa de 2002, mas infelizmente o país não conseguiu a classificação para o Mundial.

Apesar da brilhante carreira, George Weah é um dos grandes jogadores que nunca disputaram uma Copa do Mundo.

Fora dos campos, Weah aventurou-se na vida política, sendo candidato derrotado à presidência da Libéria em 2005. Mas o ex-jogador não desistiu, e afirma que seu sonho é presidir seu país e continuar ajudando as vítimas da guerra civil, o que já faz por meio da Fundação George Weah.
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A máfia das apostas ataca novamente

O empate entre Chievo e Catania no último domingo está sob suspeita de manipulação e a federação italiana de futebol está investigando o caso.

A suspeita partiu das casas de apostas, que perceberam um número muito alto de apostas no empate. Somente na conceituada casa Betfair, foram apostados cerca de 2 milhões de Euros no resultado de igualdade. Um único apostador chegou a apostar 217 mil Libras que o jogo terminaria 1x1, exatamente o resultado final do jogo.

Devido ao alto volume apostado, a cotação do empate passou a cair bastante, ficando abaixo da cotação de vitória de um dos times. Isso é extremamente raro, segundo apostadores profissionais. O empate chegou a pagar 1,65 em uma casa de apostas e na média, ficou por volta de 1,80, ou seja, cada $10 apostados gera um retorno de $18. Estranhando o caso, muitas casas fecharam as apostas para o jogo na quinta-feira, 3 dias antes da partida.

Até aí, o caso não passava de uma leve suspeita. Até que, aos 28 minutos do segundo tempo, quando o Chievo vencia por 1x0, um pênalti absurdo foi marcado para o Catania e o jogo terminou empatado, 1x1. Os representantes das casas de apostas foram à imprensa e divulgaram o volume de apostas no resultado de igualdade e a desconfiança de manipulação. As apostas foram anuladas e o dinheiro devolvido aos apostadores.

Agora resta saber quem participou do esquema, se foram os jogadores, o juiz ou todos eles.

Vejam abaixo o polêmico lance do pênalti. Reparem no início do vídeo que o Chievo teve uma penalidade clara não marcado pelo árbitro.

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A batata do Mancini já assou faz tempo...

... Só a diretoria vascaína ainda não percebeu. É fato que o treinador perdeu o comando do elenco e já correm rumores em São Januário de que ele não chegará ao Brasileirão.

Só tem uma coisa que eu não entendo, se todos já perceberam que não dá mais para o Mancini, por que não dispensá-lo agora? Não seria melhor ter um novo treinador nessa reta final de carioca para já ajustar o time para o Campeonato Brasileiro? É melhor do que correr o risco de começar mal o campeonato e mandar o técnico embora nas primeiras rodadas.

O fantasma da segundona não pode passar nem perto do Vasco esse ano, ainda mais porque a torcida já deu demonstrações de que não abraçará um novo projeto na Série B. Abre o olho Dinamite!!

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Foi justo o empate no clássico entre Botafogo e Flamengo, as duas equipes criaram boas jogadas e proporcionaram um bom espetáculo.

Pelo lado do Flamengo, ficou um sentimento de indignação com o lance do pênalti mal marcado pelo juiz (engraçado, semana passada eles não ficaram assim com o pênalti inexistente no Adriano, fazer o que ?). Já para o Botafogo, o empate teve um gosto de derrota, pois sofreu o empate ao apagar das luzes.

Vale destacar que o Flamengo, tido como grande favorito no início do campeonato, pela segunda vez não conseguiu ganhar do Botafogo, apontado por muitos como o mais fraco dos grandes.

Injustamente favorecido pela federação, com a marcação de dois de seus três clássicos para o Engenhão, o alvinegro não tirou proveito da situação e faturou apenas 1 ponto nesses confrontos. A justiça tarda mas não falha, mesmo sendo a justiça dos insanos Deuses do futebol.

O destaque negativo foi o pífio público, apenas 6 mil pagantes. Clássicos devem ser às 16h ou 17h e no Maracanã, mas os times e a federação preferem o torcedor em casa assistindo pelo Premiere, o que o dinheiro da nossa querida Rede Globo não faz, não é? Lamentável.

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Em São Paulo, o Palmeiras não consegue emplacar uma reação e, certamente, ficará fora das semi-finais do Campeonato Paulista. A derrota para a Ponte Preta por 2x0 terá fortes consequências no elenco, hoje o goleiro Marcos se descontrolou no treino. Falaremos mais disso em breve.

O Pelé FC continua muito bem, mas ainda prego cautela em relação aos chamados "Meninos da Vila", quero ver como jogarão na hora que o "bicho pegar" nas fases decisivas e, depois no Brasileirão, quando o nível do nosso futebol sobe um pouco, mas só um pouco...

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No Inter, a situação continua complicada. O treinador Fossati continua perdido no comando do colorado e a equipe não vence a 5 jogos. O fantasma do Muricy Ramalho já deve estar rondando o Beira-Rio, caso não ganhe o Campeonato Gaúcho, o Fossati deve cair.

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E o futebol italiano está envolvido em mais uma polêmica relacionada a apostas, amanhã detalharemos o assunto.

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Que fase do Messi hein? 8 gols em 3 jogos e vários golaços! Visca el Barça!

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Champions League e Europa League: Análise dos Sorteios

Na manhã dessa sexta foi realizado o sorteio da fase quartas-de-final das competições européias. O sorteio também definiu os cruzamentos para as semi-finais.

Nunca concordei com esse sistema de sorteio, os confrontos deveriam ser decididos por critério técnico. Como é feito hoje, o fator sorte ganha muita evidência. Vejam o caso da Inter, dos 8 classificados é o que fez menos pontos na fase de grupos (apenas 9) e, por pura sorte, enfrentará o CSKA que também pontuou pouco (10 pontos) e não tem nehuma tradição no futebol europeu. O lugar do Mourinho nas semi-finais está garantido.

O confronto que promete é Arsenal x Barcelona. São os dois times que apresentaram o futebol mais bonito e ofensivo da temporada. O estilo de jogo das duas equipes é bem parecido, mas o Barça tem mais consistência e experiência. Esse promissor time do Arsenal parece que não está preparado para os grandes jogos, tanto que perdeu para Manchester e Chelsea nos dois turnos da Premier League. Essas derrotas custaram a liderança e, provavelmente, o campeonato para os Gunners.

Na outra chave, o atual campeão francês, Bordeaux passa pelo Lyon. Há dois ou três anos atrás, certamente a resposta seria outra, mas hoje o Girondins é mais time. E digo mais, podem surpreender na semi-final. A equipe não vence há três jogos no campeonato francês, mas o time é bom.

O provável adversário do Bordeaux será o Manchester United. O Bayern começou mal a temporada e conseguiu uma empolgante reação, mas é muito difícil bater o time de Sir Alex Fergusson. Junto com Arsenal x Barcelona, será o confronto mais equilibrado e disputado, mas ainda acho que dá United.

Pensando um pouco mais na frente, mais precisamente na final, está pintando uma repetição da temporada passada entre Barcelona e Manchester. São os melhores times e, para o bem do futebol, caíram em chaves contrárias no sorteio. Essa reta final promete!

Na Europa League, estou torcendo para o Benfica, mas infelizmente o sorteio não ajudou. Os encarnados terão pela frente o adversário mais forte possível. O Liverpool não vem tão bem, é verdade, mas não dá para não ficar preocupado contra eles. Ainda assim, acho que dá Benfica. María vai encontrar espaços nas costas do Glen Johnson e Luisão e David Luiz vão parar o Fernando Torres, que é o único atacante do Reds que presta. Me preocupa a marcação sobre o Gerrard no meio, no resto tá tranquilo, jogadores como Kuyt, Babel, N`Gog e Benayoun não assustam ninguém, não queria esses caras nem no meu time de pelada.

O sorteio deixou as chaves bem desequilibradas, pois o vencedor desse confronto enfrenta na semi-final o vencedor de Valência x Atlético de Madrid. Esse duelo vai pegar fogo, o confronto entre Aguero e Villa promete. Não me arrisco a apontar o classificado. Só sei que o campeão será um desses quatro, como gosta de dizer Juca Kfouri, até corto meus braços se isso não acontecer.

Do outro lado, está pintando uma provável semi-final entre Hamburgo e Fulham, com leve vantagem para o Hamburgo.
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Valeu Kardec!!


O primeiro gol do Alan Kardec para os encarnados não poderia ter sido mais especial. Já nos acréscimos, o jovem brasileiro garantiu a classificação do Benfica para as quartas da Europa League diante do Olympique de Marseille no estádio Vélodrome em Marselha. De quebra, esse foi o centésimo gol da equipe de Jorge Jesus na temporada.

O jogo foi bem complicado, o Marseille abriu 1x0 com Niang aos 25 do segundo tempo e 5 minutos depois o bom lateral uruguaio Max Pereira empatou. O resultado levaria a partida para a prorrogação, até que o Kardec resolveu o jogo.

Já disse em outras oportunidades aqui no blog que gosto muito desse time do Benfica. Contrataram jovens jogadores muito bons e reviveram a dupla Aimar-Saviola, que deixou muita saudade no River Plate. A dupla de zaga, formada pelos brasileiros Luisão e David Luiz, que está sendo especulado no Chelsea, é muito segura. E ainda tem o talento do Ángel Di María, olho nesse garoto na Copa, o Di Magia vai longe.

O time está liderando o campeonato português, 3 pontos a frente do surpreendente Sporting Braga e creio que levará a Liga sem problemas. Na Europa League, o futuro dependerá do sorteio, mas essa equipe não deve em nada às outras 7 classificadas. Podem ir longe, mas o mais importante é que esse jovem elenco está ressuscitando a mística da camisa encarnada.
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Camisa da Semana: Vélez Sarsfield 2010

Finalizando nossa semana em homenagem à Argentina, falaremos de uma das camisas mais bonitas e clássicas dos hermanos, a do Vélez Sarsfield.

Esses são os modelos lançados para o ano de 2010 e são extremamente especiais, pois é o ano do centenário do clube.

Camisas comemorativas geralmente são muito bonitas e itens indispensáveis para qualquer colecionador, devido à riqueza de detalhes.

O uniforme do Vélez tem uma história interessante, que merece ser contada. A primeira camisa do clube era toda branca, pois o tecido era mais barato. A partir de 1912, passaram a usar camisas azul-marinho e shorts brancos. Em 1914, outra mudança. Devido ao grande número de imigrantes italianos que eram membros do clube, adotaram um uniforme com as cores da bandeira italiana. A camisa tricolor ficou bem semelhante à do Fluminense. Inclusive, é normal ver torcedores do time das
Laranjeiras com uma camisa tricolor do Vélez lançada há pouco tempo em homenagem à de 1914.

Contada a história, vamos às camisas. A Penalty caprichou, e muito, nessas camisas. Já estou com vontade de ter as duas na coleção, tamanha é a dúvida em escolher a mais bonita. Os modelos ficaram simples e clássicos. O símbolo do centenário compôs bem a camisa junto com o escudo do clube, o logo da Penalty centralizado e o tradicional V, ficou bem harmonizado.

O detalhe mais bonito é a bandeira italiana na gola. É uma justa homenagem aos imigrantes que ajudaram na fundação do clube.

Só mudaria uma coisa na camisa azul-marinho, o símbolo do centenário sumiu no V branco. Seria legal mudar o tom, talvez em azul-marinho ficasse bom ou um tom de prateado mais forte, puxando para o cinza.
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Time da Semana: Racing

Continuando no futebol argentino, depois do Palermo ser o Jogador da Semana, nosso Time da Semana é o Racing Club de Avellaneda.

O time esteve em evidência nos últimos dias devido ao filme argentino O Segredo dos Seus Olhos, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Um dos personagens principais é torcedor do Racing e uma das cenas mais surpreendentes do filme ocorre em um estádio na hinchada do clube. (Confira no final do post).

Fundado em 1903, o Racing é o maior campeão da fase amadora do futebol argentino, que durou até meados da década de 20.

Sua melhor fase foi durante as décadas de 50 e 60, nesse período, tornou-se o primeiro time a vencer 3 vezes seguidas o Campeonato Argentino em 1949, 50 e 51. Na década de 60 viveu seu auge, vencendo a Libertadores e o Mundial em 1967.

Em 1999, o clube passou por seu momento mais difícil e chegou a abrir falência, mas sua apaixonada torcida abraçou o projeto de renascimento, inclusive ajudando financeiramente. O time passou a ser administrado pela empresa Blanquiceleste S.A. e, dois anos depois, a recompensa, o Racing venceu o Apertura, quebrando um jejum de 35 anos sem títulos.

O maior rival do time é o Independiente, a partida entre El Rojo e La Academia é conhecida como o Clássico de Avellaneda.

A torcida do Racing é considerada a terceira maior do futebol argentino, a barra La Guardia Imperial, conhecida como La Nº1, é uma das mais festivas e apaixonadas da Argentina. Sempre lotam o estádio Juan Domingo Perón, apelidado de Cilindro de Avellaneda.

Além da Libertadores e do Mundial de 67, venceu 7 Campeonatos Argentinos na era profissional e 9 na era amadora. Também ganhou a primeira Supercopa Libertadores em 1988, torneio disputado pelos campeões da Libertadores e embrião do que é hoje a Copa Sul-Americana.

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O Fracasso Galáctico

Seguindo mais uma sugestão do amigo Pedrão, leitor assíduo do Blog, abordaremos o projeto galáctico do Real Madrid de Florentino Pérez e suas consequências. Já adianto que meu coração, metade blaugrana, afetará a imparcialidade do post, mas vamos ver o que vai dar...

É fato que o projeto apresentou retornos financeiros e de marketing, mas dentro de campo a história foi bem diferente. Florentino Pérez chegou à presidência do clube em julho de 2000, prometendo acabar com a histórica dívida do Real e a contratação de grandes jogadores.

Sua primeira passagem pela presidência durou até 2006, nesse período contratou jogadores como Zidane, Figo, Ronaldo e Beckham, mas venceu apenas uma Champions League, na temporada 2001/02 e dois Campeonatos Espanhóis em 2001 e 2003. Alguns vão argumentar que ganhar um título europeu em seis anos não é pouco. Pode até não ser, mas diante dos investimentos feitos, por exemplo, o Zidane custou 72 milhões de Euros e o Figo 56 milhões, é pouco sim! Sem contar que nas outras temporadas, a equipe caiu em duas semi-finais, até aí tudo bem, mas nos outros anos, foram duas eliminações nas oitavas e uma nas quartas. Apenas uma final para um time galáctico é pouco! Gastando bem menos, o Barcelona em 4 temporadas venceu duas Champions e chegou a uma semi-final.

Mas e aí, qual o porquê desse fracasso? Existem diversos motivos. O mais evidente é a fragilidade do setor defensivo, já que o Florentino apenas preocupava-se em contratar jogadores de frente, pois esses atraíam mais mídia. A situação chegou ao ponto de a imprensa espanhola contestar a saída do volante Claude Makélélé em 2003. Vejam só, um time recheado de estrelas, estava sentido a falta de um volante. Pois é, todo time precisa de um jogador estilo carregador de piano para segurar as pontas na defesa. No mais, jogadores limitados como Michel Salgado, Helguera, Raúl Bravo, Ivan Campo, Pavón, Miñambres e Karanka contrastavam com o galáctico setor ofensivo da equipe.

Outra explicação é a constante troca de técnicos. Após um período sólido com o Vicente Del Bosque, que comandou a equipe de 99 a 2003, o Real teve 5 treinadores de 2003 a 2006 (Carlos Queiroz, José Antonio Camacho, Mariano Garcia Remón, Vanderlei Luxemburgo e Juan Lopez Caro). Não é difícil concluir que esse 5 técnicos não ganharam nada no clube. Até quem começou a entender ontem de futebol sabe que se um técnico não tiver tempo para desenvolver seu trabalho, não tem como dar certo.

O segundo projeto galáctico começou ano passado com a volta do Florentino Pérez à presidência do clube. Mas esse projeto já começa fracassado, pois mesmo se o time vier a ganhar a Liga Espanhola, nada vai apagar o fiasco de mais uma eliminação nas oitavas da Champions League, a sexta seguida, dessa vez para o Lyon, após gastar mais de 200 milhões de Euros na montagem da equipe. E o pior, nesse ano a final será no Santiago Bernabéu. Pois é, os madrilenhos terão que ver outro time levantar a taça no seu estádio.

E os motivos desse fracasso inicial?

Vamos lá, o elenco foi mal montado, jogadores eficientes e técnicos como Robben e Sneijder não poderiam ser dispensados da forma como foram, sendo vendidos a preço de banana. O técnico é fraco, mais uma troca virá aí no final da temporada e, como já abordei em outro post, o Kaká vem sendo mal escalado. Se não fossem os gols do argentino Higuaín e as boas jogadas do badaladinho Cristiano Ronaldo, a situação seria bem pior.

Como foi muito bem observado pelo amigo Pedrão, guardadas as devidas proporções, existe uma relação entre a política de gastos excessivos do Real com o Fluminense. O time das Laranjeiras adora esbanjar o dinheiro da Unimed em contratações de renome e retorno duvidoso dentro de campo. A partir de 2000, quando se iniciou o contrato de patrocínio, o time conquistou apenas 2 Campeonatos Cariocas e uma Copa do Brasil, é pouco, bem pouco! Treinadores foram mais de 20 no período, está aí o porquê da escassez de conquistas.
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Jogador da Semana: Martín Palermo

Injustamente conhecido no Brasil apenas pelos 3 pênaltis perdidos na Copa América de 99 contra a Colômbia, principalmente pela imprensa pseudo-nacionalista idiota (leia-se Globo), que insiste em criar uma rivalidade inexistente com a Argentina. Martín Palermo tornou-se, há cerca de 2 semanas, o maior artilheiro da história do Boca Juniors, ao lado de Roberto Cherro, com 218 gols.

Após igualar o recorde, passou dois jogos em branco e terá a chance de se isolar como maior artilheiro no próximo final de semana no super clássico contra o River Plate na Bombonera.

O jogador iniciou sua carreira na sua cidade natal, pelo Estudiantes de La Plata aos 19 anos em 1992. Demorou a se firmar na equipe titular, o que só ocorreu a partir de 1995. Não desperdiçou a oportunidade e passou a chamar a atenção de outros clubes.

A pedidos do Maradona, que estava jogando suas últimas partidas pelo clube, Palermo foi contratado pelo Boca em 97. Muito bem acompanhado por Riquelme e Schelotto, foi artilheiro do Apertura de 98 com 20 gols em 19 jogos, mais um recorde.

No Apertura de 99 sofreu grave contusão no joelho, voltou apenas nas quartas-de-final da Libertadores de 2000 no confronto contra o River. Marcou o último gol da excelente vitória por 3x0 na Bombonera. Após vencer o torneio, a consagração viria no final do ano, quando marcou os dois gols na vitória de 2x1 sobre o Real Madrid no Mundial Interclubes e foi escolhido o melhor jogador da partida.

O sucesso no Boca o levou ao futebol europeu. Contratado pelo Villareal, alternou bons e maus momentos. Sofreu uma contusão curiosa, após marcar um gol contra o Levante pela Copa do Rei, foi comemorar junto aos torcedores e o peso deles derrubou um muro, que caiu sobre o jogador e fraturou sua perna.

Também teve passagens apagadas pelo Bétis e pelo Alavés em 2003 e 2004, quando voltou ao futebol argentino para sua segunda passagem pelo Boca Juniors. Continuou marcando gols importantes e ganhou mais uma Libertadores em 2007.

Ao todo participou de 6 títulos nacionais (entre Apertura e Clausura), duas Copas Sul-americanas, duas Libertadores e um Mundial pelo Boca e, em breve, será o maior artilheiro da história do clube. E aí, vamos continuar a reconhecê-lo apenas pelos penaltis perdidos?
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Espero que seja o último jogo do Mancini

O Vágner Mancini já demonstrou que é bom treinador e tem potencial, mas seu trabalho no Vasco vem apresentando uma grande falha.

A derrota na final da Taça GB deixou o time psicologicamente morto e o treinador não conseguiu ressuscitá-lo. Só quem está lá vivendo o dia a dia do clube pode dizer o que aconteceu, mas que tem algo errado tem.

Realmente é cedo para mudar de técnico, mas não vejo outra solução. Não podemos correr o risco de enfrentarmos uma longa má fase durante o Brasileirão, isso pode ser fatal. O time será esse mesmo, ou alguém ainda acredita no blá blá blá do Dinamite? Eu não! E ainda perderemos Carlos Alberto e Philippe Coutinho.

As opções disponíveis no mercado não são animadoras, é verdade. De momento vem na minha cabeça os nomes do Tite e do Celso Roth. Particularmente, não gosto desses nomes, mas algo precisa ser feito para acordar o elenco vascaíno. O Mancini já provou que não será capaz de fazer isso e a melhor hora para mudar de técnico é agora. Deixar para mudar no fundo do poço não vai adiantar nada.

É difícil falar isso, mas acho que será melhor para o futuro do Vasco uma derrota para o Flamengo no domingo. Se possível por um placar que deixe a situação do Mancini insustentável. Vejam o exemplo do Botafogo, mudou o comando depois de uma goleada avassaladora e hoje está na final do Carioca. Ainda acho que será tetra-vice, pois na final são dois jogos e nesses casos é mais difícil um time mais fraco surpreender, mas, de qualquer forma, nunca duvidem do Joel Santana.
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Camisa da Semana: Peñarol Home 2010

Essa semana falaremos de uma das camisas mais lindas do mundo, a lendária camisa do Peñarol do Uruguai. Infelizmente, o clube atravessa uma fase de vacas magras e não vence o campeonato nacional desde 2003. Mas uma nova administração promete mudar isso e levar o aurinegro de volta ao auge.

O modelo para 2010 foi apresentado em janeiro e é um dos mais bonitos feitos pela Puma. A camisa ficou perfeita, a gola pólo deu uma sobriedade a ela. O número de listras e a espessura das mesmas também ficaram muito bons.

Sou suspeito para falar dessa camisa, pois sempre gostei da combinação das cores preto e amarelo. Nesse modelo, só mudaria a posição do escudo e do logo da Puma, eles poderiam estar mais ao lado, na faixa amarela ou entre essa e a preta.

Até o patrocínio ajudou, como a fonte é prateada, não foi necessário interromper as listras para colocá-lo, como ocorreu nos últimos 3 modelos.

Na parte de trás as listras também não foram interrompidas para a aplicação do número, que será branco com as bordas negras. Essa foi uma grande evolução em relação aos modelos anteriores e melhorou muito o uniforme.

O detalhe que mais gostei encontra-se na manga esquerda. São 8 estrelas, sendo 5 prateadas representando as conquistas da Libertadores e 3 douradas representando os mundiais conquistados pelo clube. É o começo do resgate da vitoriosa história do Peñarol.

Também foi lançado um terceiro uniforme, que remonta à origem do clube. É uma réplica da camisa usada pelo Central Uruguai Railway Cricket Club, ou CURCC. Fundado em 1891 pelo presidente da Empresa Central de Caminho de Ferro, que queria criar uma instituição desportiva para a prática do futebol.

Roland Moor fez bem mais que isso, criou o embrião do que, em 1913, passaria a ser conhecido como Club Atlético Peñarol, um dos maiores times do futebol sul-americano.

Confira abaixo o terceiro uniforme inspirado no CURCC. Não é dos mais bonitos, é verdade, mas vale pela homenagem e pelo valor histórico. Infelizmente, será quase impossível conseguir essas camisas no Brasil, mas já estou fazendo uns contatos para tê-las em minha coleção em breve.

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O Problema do Kaká

Há tempos que o Kaká não vem bem no Real Madrid, ainda não comprovou o alto investimento feito nele e é, constantemente, cobrado pela torcida e pela imprensa. A eliminação precoce na Champions League agravou tal situação.

O problema não é técnico (está longe disso), pode até ser um pouco físico, mas o grande problema é que o Kaká vem sendo mal escalado pelo contestado técnico Manuel Pellegrini. Ele não rende tão bem atuando pelo lado esquerdo do campo, ele precisa jogar na faixa central, como fazia no Milan.

É justamente aí que mora o perigo. O Kaká é dessa nova geração de jogadores que fazem questão de usarem essa imagem de bom moço. Garoto religioso, fala mansa, não fala palavrão, não grava comercial de cerveja, casou virgem (será?), cabelinho penteadinho etc.

Nada contra ele, cada um faz o que quer da vida, mas esse perfil está formando jogadores sem personalidade, que não tem coragem de encarar seu treinador e contestar sua má escalação. Devem pensar coisas do tipo: "se eu reclamar com meu técnico vão dizer que não penso no grupo"; "não importa a posição, o importante é jogar e ajudar a equipe". É Kaká, mas pense na sua situação, você e o Pellegrini acabaram de se conhecer, logo ele não pode saber como explorar o máximo do seu futebol se você não falar. Bote a boca no mundo! Tire esse sorriso de menino de Igreja da cara e vá à luta! O que não pode acontecer é seu assessor e sua mulher reclamarem do Pellegrini por você, chamando o treinador de covarde no twitter. Isso é atitude de frouxo!

O surgimento de jogadores com esse perfil e, o pior, a exaltação deles por parte da imprensa me deixa preocupado com o futuro do futebol brasileiro. Está faltando um quê de Romário, Renato Gaúcho, Djalminha e, voltando um pouco mais no tempo, Gérson, Paulo César Caju e Sócrates nos jogadores de hoje em dia.
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Sobre o Blog

Depois de quase 40 posts, eu percebi que não fiz um post sobre o blog, o autor e seus objetivos. Então lá vai...

Criado por Bruno Pompeu, inicialmente o blog seria um passatempo para as férias, mas prometo que tentarei mantê-lo atualizado durante o ano letivo.

A idéia é falar sobre esportes em geral, principalmente futebol, a grande paixão dos brasileiros. Eventualmente, falaremos sobre outros assuntos como futebol americano, basquete, vôlei etc.

O blog terá 3 seções fixas. Às terças é dia do Jogador da Semana, quando homenagearemos um grande jogador, em atividade ou não.

Nas quartas, no post Time da Semana, falaremos sobre algum clube do mundo, seja ele um time tradicional ou que tenha uma história interessante. Também pode ser um time desconhecido que tenha aprontado alguma zebra.

Finalmente, quinta é dia da Camisa da Semana. Como colecionador de camisas de futebol, dedicarei posts especiais com camisas que marcaram época, seja pelo design, pela história, pela tecnologia empregada na fabricação da mesma, pela beleza, ou não, pode ser uma camisa exótica. Também pode ser um lançamento que chame a atenção.

É claro que sugestões para essas 3 seções serão sempre bem-vindas.

Espero que gostem do blog e voltem sempre! Lembrando que opinião é opinião e cada um tem a sua. Grande abraço!
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Jogador da Semana: Johan Neeskens

Já homenageamos o Cruijff aqui no blog, o jogador mais conhecido do famoso carrossel holandês, que revolucionou o futebol na década de 70.

Hoje falaremos de mais um jogador da Laranja Mecânica, não tão conhecido quanto o Cruijff, mas talvez até mais importante que ele para o funcionamento do esquema. Trata-se de Johan Neeskens, um dos jogadores mais versáteis e aplicados da história do futebol.

Neeskens começou a carreira no modesto RCH em 1968 como lateral direito. Chegou ao Ajax em 70 e o lendário treinador Rinus Michels passou a utilizá-lo como meia. Já na primeira temporada ajudou o clube de Amsterdã a conquistar sua primeira Champions League na temporada 70/71. Venceriam também nos dois campeonatos seguintes e consolidariam o futebol total, que ficou consagrado na Copa de 74.

Após a brilhante participação na Copa do Mundo, transferiu-se para o Barcelona, que já era treinado pelo Rinus Michels e contava com o grande amigo Johan Cruijff. A passagem pelo Barça não foi tão vitoriosa, mas serviu para fortalecer a filosofia de futebol que vemos hoje na Catalunha. Você nunca verá uma equipe blaugrana jogando um futebol feio e defensivo, e tudo isso graças a Neeskens, Cruijff e Michels.

Saiu do Barcelona em 79 e foi para o Cosmos de Nova York, ganhando o Soccer Bowl em 79 e 80. Ficou no clube até sua falência em 1984. Nesse período chegou a ser sondado pelo Botafogo, por indicação do Carlos Alberto Torres. Preferiu continuar nos EUA e depois jogou em clubes menores do futebol suíço, onde encerrou a carreira como jogador em 91 e tentou ser técnico, mas sem muito sucesso. Decidiu então ser assistente técnico, primeiro do Guus Hiddink nas seleções holandesa e australiana e depois trabalhou com Frank Rijkaard, onde foi campeão europeu na temporada 2005/06.

Pela seleção holandesa, disputou também a Copa de 78 na Argentina, dessa vez como grande protagonista do time, devido à ausência do Cruijff. Infelizmente, perderam outra final. Mas futebol é assim, nem sempre o melhor time, o que mais encanta, é campeão. De qualquer forma, nunca esqueceremos a Laranja Mecânica e o futebol total.
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A Tragédia (anunciada) no Futsal

No último sábado o jogador de futsal Robson Costa sofreu grave ferimento, quando um pedaço da madeira da quadra se soltou e perfurou a perna e o intestino do jogador. Levado com consciência para o hospital, não resistiu e faleceu no domingo pela manhã.

Segundo a prefeitura de Guarapuava (PR), responsável pelo ginásio, o piso da quadra foi reformado em 2006. Porém em 2008, durante um campeonato de escolinhas, um menino de apenas 11 anos teve sua panturrilha perfurada por uma lasca de 23 cm. Segundo o pai do garoto, os dois acidentes ocorreram no mesmo local da quadra.

Outro episódio, mas em menor escala, ocorreu ano passado. Um atleta japonês estava realizando treinamentos no Guarapuava e se feriu na quadra após uma queda. Felizmente o ferimento não foi grave, o jogador foi perfurado por uma lasca de cerca de 2 cm.

Alguma coisa estava errada na quadra e os responsáveis por ela nada fizeram. Infelizmente essa foi uma tragédia anunciada. A perícia está trabalhando no piso do ginásio para apurar exatamente o que aconteceu. Não foi uma fatalidade, como muitos estão dizendo, os responsáveis precisam ser punidos!

Espero que a morte do Robson não seja em vão e que a limitada e incompetente Confederação Brasileira de Futsal pare de se preocupar com esses amistosos caça níqueis contra seleções de nível técnico duvidoso, que sempre passam no Esporte Espetacular e que o Brasil sempre vence de goleada, e passe a fiscalizar de forma decente as quadras espalhadas pelo país. Já passou da hora de a CBF assumir o futsal, assim como fez com o beach soccer.
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Time da Semana: Vasco da África do Sul


Terça-feira geralmente é dia de Jogador da Semana, mas hoje abriremos uma exceção, pois o Clube Recreativa Vasco da Gama, conhecido por aqui como Vasco da África do Sul, conquistou a vitória mais importante de sua breve história no último final de semana e, finalmente, chegou à primeira divisão do futebol sul-africano.

Fundado em 1980, o clube foi totalmente inspirado no irmão carioca. O fundador é o português Marcelino Vasco, que esteve no Rio de Janeiro em 1978 e ficou sabendo que existia um time que representava a colônia portuguesa. Voltou para a Cidade do Cabo com uma camisa do Vasco na bagagem e a idéia de fundar um clube nos mesmos moldes, também queria homenagear seu pai, que se chamava Vasco.

A camisa e o distintivo são exatamente iguais e, até a sigla C.R.V.G é utilizada, trocando o Regatas do homônimo brasileiro, por Recreativa.

O histórico jogo que garantiu a classificação à elite do futebol sul-africano foi contra o Black Leopards. Jogando em casa, no acanhado estádio de Parow, os vascaínos foram empurrados por cerca de 5 mil torcedores (lotação máxima do estádio). O time abriu 1x0 no primeiro tempo e sofreu o gol de empate logo depois. O jogo continuou tenso e, aos 35 do segundo tempo, o capitão Keenin Lesch garantiu a vitória marcando de pênalti o segundo gol da equipe.

A colônia portuguesa da África do Sul é de cerca de 500 mil pessoas e a idéia dos administradores do clube é conseguir mais torcedores, agora que está na elite e o futebol está em alta no país da Copa. O nosso Vasco também poderia dar uma ajudinha a seu primo distante, acorda Dinamite!

Confira abaixo matéria do Globo Esporte de 14/04/2009, que nos apresentou o Vasco da África do Sul.

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Camisa da Semana: Ivinhema FC

Quem é colecionador de camisas de futebol certamente já ouviu falar da famosa Óticas Diniz, a maior "assassina" de uniformes de times pequenos do país.

A camisa em questão é do Ivinhema FC do Mato Grosso do Sul. O clube, fundado em 2006, disputou a primeira divisão do campeonato sul-mato-grossense pela primeira vez em 2008 e já sagrou-se campeão.

Classificado para a Copa do Brasil de 2009, o time foi sorteado para enfrentar o Flamengo. Com o jogo transmitido em rede nacional, surgiu a oportunidade para a Ótica Diniz "atacar" mais uma vez.

É claro que para o clube deve ter sido muito bom, um reforço no caixa nunca é demais, tanto que o presidente do clube ofereceu um bicho de R$30 mil se a equipe garantisse a realização do segundo jogo. Detalhe, a folha salarial a época era de R$25 mil. Mas o patrocínio precisava ser tão extravagante? Olha o espaço que ele ocupa na camisa! O distintivo do time parece que foi empurrado para cima, está quase no ombro. Não satisfeita, a empresa ainda ocupou as mangas da camisa.

E realmente eles não estavam satisfeitos, confira abaixo a foto das costas da camisa. Além do patrocínio acima do número, colocaram outro logo abaixo! Tá bom, já chega! Já vimos que o patrocínio é das Óticas Diniz, para que tanto exagero?


Mas é fato que o patrocínio da folclórica Óticas Diniz transforma essas camisas de times pequenos em uma espécie de raridade. Muitos gostariam de tê-las em suas coleções, não pela beleza, é claro, mas por serem exóticas.

As camisas estão à venda no site Só Futebol Brasil
http://www.sofutebolbrasil.com/ch/cat_s/131/1055/mato-grosso-do-sul-ivinhema.aspx

Dentre elas, essa da foto abaixo, creio que é o modelo usado atualmente. Uma camisa realmente muito bonita, ainda bem que essa não caiu nas garras das Óticas Diniz. Não sei se a qualidade é boa, já que nunca ouvi falar da marca Aktion, mas estão de parabéns pois fizeram uma camisa de muito bom gosto.


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Primeiras impressões para a Copa

Os amistosos deste meio de semana nos deram as primeiras impressões do que veremos em breve na África do Sul, algumas boas e outras bem preocupantes.

No caso do Brasil, não enquadro nossa Seleção nessas impressões, pois não foi mostrado nada de diferente no amistoso contra a Irlanda. O grupo está praticamente fechado e os jogadores estavam um tanto quanto preguiçosos na partida.

Vamos começar pelas boas impressões, acho que será mais fácil, pois, basicamente, só gostei de duas seleções, os nossos vizinhos Argentina e Uruguai.

Os uruguaios conquistaram uma boa vitória por 3x1 contra a Suíça, que não é um grande time, mas também não é ruim. O ataque da Celeste é de respeito, Diego Forlán e Luiz Suárez são jogadores muito bons. O zagueiro Lugano, que não jogou ontem, passa segurança à defesa. Falta um meia-armador de qualidade e um bom goleiro, mas como estão em um grupo equilibrado com França, México e África do Sul, sei não hein, não me surpreenderia ao ver os uruguaios na segunda fase.

A Argentina mostrou que não está morta ao bater a Alemanha por 1x0 no Allianz Arena. É claro que não podemos tirar grandes conclusões desses amistosos, mas não podemos descartar o time do Maradona. Copa do Mundo são só 7 jogos, se os jogadores estiverem naquele mês iluminado, tudo pode acontecer. Talento a Argentina tem e muito! Ángel Di María (ou Di Magia, como é chamado pelos torcedores do Benfica) e Higuaín estão em grande fase, somam-se a eles Messi, Tévez e Veron, ah se o técnico fosse um pouco melhor...

Bem, agora vamos às decepções.

Portugal obteve uma magra vitória de 2x0 sobre a fraca seleção chinesa. Essa seleção portuguesa não me assusta nem um pouco. Cristiano Ronaldo é o único talento desse time e não consegue arrumar nada sozinho. O treinador Carlos Queiroz é fraco.

Outro participante do grupo do Brasil, a Costa do Marfim continua decepcionando. Perdeu para a Coréia do Sul por 2xo. Esse é outro time de um jogador só, Didier Drogba. O sistema defensivo é bem fraco, assim como todas as seleções africanas. O competente treinador Guus Hiddink está cotado para assumir o time, se isso acontecer, a situação pode mudar.

A África do Sul do limitado Parreira apenas empatou com a Namíbia em 1x1. O time continua sem empolgar e deve ficar de fora da segunda fase da Copa.

A Itália também não empolgou no empate contra Camarões. O futebol italiano não atravessa um bom momento, mas possui DNA de campeão e deve sempre ser respeitado.

Por fim, falaremos dos franceses, que entraram pela porta dos fundos na Copa. O time do "mãozinha" Thierry Henry vem mal das pernas. A conturbada classificação na repescagem comprova isso. Jogaram muito mal ontem contra a Espanha, perderam por 2x0 e a situação começa a preocupar. Espero que nos encontremos na Copa para ajustarmos nossas contas!!

Na minha visão, tivemos mais decepções do que boas impressões nesses amistosos. Mas vale relembrar que não dá para tirar muitas conclusões desses jogos. Continuamos na contagem regressiva, em 3 meses a Copa estará aí e vamos preparar uma análise melhor das seleções. Aguardem!
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