terça-feira, 16 de março de 2010

Jogador da Semana: Martín Palermo

Injustamente conhecido no Brasil apenas pelos 3 pênaltis perdidos na Copa América de 99 contra a Colômbia, principalmente pela imprensa pseudo-nacionalista idiota (leia-se Globo), que insiste em criar uma rivalidade inexistente com a Argentina. Martín Palermo tornou-se, há cerca de 2 semanas, o maior artilheiro da história do Boca Juniors, ao lado de Roberto Cherro, com 218 gols.

Após igualar o recorde, passou dois jogos em branco e terá a chance de se isolar como maior artilheiro no próximo final de semana no super clássico contra o River Plate na Bombonera.

O jogador iniciou sua carreira na sua cidade natal, pelo Estudiantes de La Plata aos 19 anos em 1992. Demorou a se firmar na equipe titular, o que só ocorreu a partir de 1995. Não desperdiçou a oportunidade e passou a chamar a atenção de outros clubes.

A pedidos do Maradona, que estava jogando suas últimas partidas pelo clube, Palermo foi contratado pelo Boca em 97. Muito bem acompanhado por Riquelme e Schelotto, foi artilheiro do Apertura de 98 com 20 gols em 19 jogos, mais um recorde.

No Apertura de 99 sofreu grave contusão no joelho, voltou apenas nas quartas-de-final da Libertadores de 2000 no confronto contra o River. Marcou o último gol da excelente vitória por 3x0 na Bombonera. Após vencer o torneio, a consagração viria no final do ano, quando marcou os dois gols na vitória de 2x1 sobre o Real Madrid no Mundial Interclubes e foi escolhido o melhor jogador da partida.

O sucesso no Boca o levou ao futebol europeu. Contratado pelo Villareal, alternou bons e maus momentos. Sofreu uma contusão curiosa, após marcar um gol contra o Levante pela Copa do Rei, foi comemorar junto aos torcedores e o peso deles derrubou um muro, que caiu sobre o jogador e fraturou sua perna.

Também teve passagens apagadas pelo Bétis e pelo Alavés em 2003 e 2004, quando voltou ao futebol argentino para sua segunda passagem pelo Boca Juniors. Continuou marcando gols importantes e ganhou mais uma Libertadores em 2007.

Ao todo participou de 6 títulos nacionais (entre Apertura e Clausura), duas Copas Sul-americanas, duas Libertadores e um Mundial pelo Boca e, em breve, será o maior artilheiro da história do clube. E aí, vamos continuar a reconhecê-lo apenas pelos penaltis perdidos?

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