quinta-feira, 11 de março de 2010

Jogador da Semana: Johan Neeskens

Já homenageamos o Cruijff aqui no blog, o jogador mais conhecido do famoso carrossel holandês, que revolucionou o futebol na década de 70.

Hoje falaremos de mais um jogador da Laranja Mecânica, não tão conhecido quanto o Cruijff, mas talvez até mais importante que ele para o funcionamento do esquema. Trata-se de Johan Neeskens, um dos jogadores mais versáteis e aplicados da história do futebol.

Neeskens começou a carreira no modesto RCH em 1968 como lateral direito. Chegou ao Ajax em 70 e o lendário treinador Rinus Michels passou a utilizá-lo como meia. Já na primeira temporada ajudou o clube de Amsterdã a conquistar sua primeira Champions League na temporada 70/71. Venceriam também nos dois campeonatos seguintes e consolidariam o futebol total, que ficou consagrado na Copa de 74.

Após a brilhante participação na Copa do Mundo, transferiu-se para o Barcelona, que já era treinado pelo Rinus Michels e contava com o grande amigo Johan Cruijff. A passagem pelo Barça não foi tão vitoriosa, mas serviu para fortalecer a filosofia de futebol que vemos hoje na Catalunha. Você nunca verá uma equipe blaugrana jogando um futebol feio e defensivo, e tudo isso graças a Neeskens, Cruijff e Michels.

Saiu do Barcelona em 79 e foi para o Cosmos de Nova York, ganhando o Soccer Bowl em 79 e 80. Ficou no clube até sua falência em 1984. Nesse período chegou a ser sondado pelo Botafogo, por indicação do Carlos Alberto Torres. Preferiu continuar nos EUA e depois jogou em clubes menores do futebol suíço, onde encerrou a carreira como jogador em 91 e tentou ser técnico, mas sem muito sucesso. Decidiu então ser assistente técnico, primeiro do Guus Hiddink nas seleções holandesa e australiana e depois trabalhou com Frank Rijkaard, onde foi campeão europeu na temporada 2005/06.

Pela seleção holandesa, disputou também a Copa de 78 na Argentina, dessa vez como grande protagonista do time, devido à ausência do Cruijff. Infelizmente, perderam outra final. Mas futebol é assim, nem sempre o melhor time, o que mais encanta, é campeão. De qualquer forma, nunca esqueceremos a Laranja Mecânica e o futebol total.

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